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Urece contrata reforço de peso para o goalball

Foto de Ana Carolina

21 anos e duas Paraolimpíadas. Esse é o currículo da nova contratação da Urece para sua equipe de goalball feminino. Ana Carolina Duarte é considerada hoje a melhor jogadora brasileira da modalidade. Artilheira da seleção brasileira nas Paraolimpíadas de Pequim com oito gols, ela contribuiu decisivamente para que as meninas do Brasil alcançassem o sexto lugar, sua melhor classificação até hoje em Jogos Paraolímpicos.

Carol, como é mais conhecida, jogava na APADEV, de São Paulo, desde que no início do ano passado, desligou-se da equipe do Instituto Benjamin Constant. Agora na Urece, ela chega para reforçar uma sólida base que tem como objetivo brigar pelo título, no campeonato brasileiro da modalidade, que acontece de 13 a 16 de novembro, na cidade de Niterói (RJ). "Eu vim para a Urece atrás de duas coisas: um sonho e um amigo. Sonho porque eu sempre quis fundar uma associação no Rio de Janeiro que tentasse buscar por suas próprias pernas algo mais para o esporte. E, claro, porque o Dias (Anderson, presidente), é meu amigo de todas as horas e um estímulo muito grande para eu competir aqui." Os elogios são recíprocos. Anderson Dias fala com orgulho de sua nova pupila: "eu fico muito feliz de poder proporcionar a volta da Carol ao Rio de Janeiro, porque ela é um talento daqui e era ruim vê-la ter que mudar de cidade para poder ter condições de continuar no esporte".

A equipe de goalball feminino da Urece estreou em competições oficiais este ano, quando conquistou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, disputado em Pindamonhangaba, SP. Formada por Suélen Marcelino, Gisele Cristina, Gisele Gonçalves, Fabiane Cristina e Sirlene Santos (base que continua na Urece), a equipe foi derrotada apenas uma vez, justamente para o time em que jogava Carol. "Eu quero muito poder aproveitar a estrutura que a Urece conseguiu e treinar muito. Às vezes é um pouco decepcionante porque para mim o goalball é uma profissão, mas para outras meninas, que não recebem nada para jogar, o esporte é apenas uma opção. Eu acho que na Urece as coisas vão ser diferentes, porque, pelo que eu vi, todos encaram o treino com seriedade." Para ela, a disponibilidade de bons profissionais na associação foi fator fundamental na sua decisão de voltar a jogar no Rio. "eu vim porque eu acredito muito no trabalho dos profissionais da Urece. O Fábio e o Dias estão entre os melhores do país", disse ela entusiasmada.

Mas os caminhos não são fáceis para Ana Carolina. Lutando para recuperar-se de uma lesão na tíbia que a impediu de desenvolver seu melhor jogo nas Paraolimpíadas, ela ainda não está liberada para treinar com o restante da equipe. Ainda assim, ela fala com entusiasmo do futuro: "Eu amava o goalball, mas eu não amo mais, por várias decepções que eu tive pelo pouco valor que dão ao esporte no Brasil. Eu estou na Urece para tentar recuperar esse amor pelo esporte" ela conclui.

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