Sede da Urece se transforma em clínica fisioterápica... Uma vez por semana
A imagem que muita gente tem de um presidente, seja de que instituição ou empresa for, é a de um sujeito de terno e gravata, sentado numa poltrona acolchoada e apenas dando ordens. No caso da Urece, essa definição está completamente errada. Anderson Dias, para muito além de suas funções como presidente da associação, segue atuando como atleta e como fisioterapeuta. "Como a Urece é pequena e temos poucos funcionários e a maioria deles é voluntário, se todos não fizerem, a associação não anda. É por isso que o presidente tem que botar a mão na massa", conta divertido.
Formado em fisioterapia pela Universidade da Cidade no ano de 2007 e com pós-graduação na Atlântica Educacional, Anderson é, muitas vezes, o fisioterapeuta das equipes nas competições. "Eu até viajo como chefe de delegação, mas o que eu faço mesmo é alongar o pessoal, é tratar dos lesionados de última hora, é dar aquele suporte que o atleta de alto rendimento necessita para seguir competindo".
Mas, mesmo quando todos estão no Rio, ele encontra um tempo em sua agenda para atender. Com ajuda da também fisioterapeuta Renata Pontes, eles têm atendido há algumas semanas os atletas, acompanhando e tratando suas lesões.
É por isso que, as quartas-feiras, a sede da Urece, no Edifício dos Empregados do Comércio, se transforma em uma clínica fisioterápica. Sem equipamentos e instalações próprias, Anderson e Renata usam a competência e a criatividade para atender da melhor forma possível aqueles que os procuram. "Devido a todas as minhas atribuições como presidente e também como atleta de duas modalidades (futebol e goalball), às vezes fica muito difícil encontrar tempo para também ser fisioterapeuta, apesar de eu gostar muito de atender. Mas os atletas reclamam, querem o atendimento e, na falta de condições de contratar fisioterapeutas para suprir a imensa demanda, eu institui que, pelo menos uma vez por semana, vamos fazer essas maratonas de atendimento", ele conta. "Muitas vezes, no meio do expediente de trabalho, tem atleta chegando para alguma consulta, então ele deita no sofá ou na própria mesa de reuniões, já que por enquanto a gente não dispõe de uma maca, por exemplo. Se não fosse a Renata aqui na linha de frente, atendendo os atletas, eu certamente não conseguiria dar conta da demanda."
Renata Pontes, uma das fundadoras da Urece em 2005 e que por problemas pessoais esteve afastada do trabalho na associação nos últimos meses, retornou ao dia-a-dia da Urece querendo contribuir no que ela sabe melhor fazer. "É muito importante o atleta ter aquela segurança de que alguém está cuidando do caso dele, de que se ele vier aqui na quarta, vai ter alguém para atendê-lo. Isso faz diferença, realmente." ela conta.
Devido à falta de espaço, as atividades regulares da Urece são transferidas de lugar todas as quartas. "Pedi para que o Marcos (Lima, vice-presidente) e o Gabriel (Mayr, gerente de desenvolvimento) não venham para a sala e façam o trabalho de suas próprias casas, já que a fisioterapia exige uma conduta de não expor quem está sendo atendido."


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