A equipe de comunicação da Urece traz, nesse espaço, algumas dicas que podem ajudar ao jornalista interessado em entrevistar e fazer uma matéria com nossos atletas e artistas. Procuramos reunir as dúvidas mais comuns apresentadas por profissionais de imprensa ao longo dos anos. Caso permaneça qualquer dúvida, por favor contactar a assessoria de imprensa da Urece, através do e-mail comunicacao@urece.org.br (Marcos Lima) ou pelo telefone (21) 8118/5508 (Marcos Lima)
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Lembre sempre que os esportistas da Urece, antes de mais nada, são atletas de alto nível e que, portanto, competem pela vitória, pela superação de marcas, por recordes e pela Urece. A deficiência já foi superada há muito tempo.
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Os nossos artistas não querem se destacar pela deficiência, mas pelo valor artístico do que fazem. Portanto, destaque sempre a arte em lugar da deficiência.
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Fique à vontade para perguntar como e quando a pessoa ficou cega, mas nunca dirija sua entrevista de forma que a deficiência seja enfatizada. Sempre priorize os êxitos e as capacidades do indivíduo. O foco não deve ser a deficiência ou as diferenças, mas sim as igualdades e a superação.
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É preciso entender as diferenças e respeitar as individualidades das pessoas. Nunca trate o cego como ineficiente ou incapaz. Lembre-se sempre que os deficientes visuais não têm necessariamente entre si características em comum a não ser o fato de não enxergarem. Portanto, as qualidades e defeitos de um indivíduo cego não representam o conjunto de qualidades e defeitos das pessoas portadoras de deficiência visual.
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Sempre que for apresentado a um cego, dê a mão para cumprimentá-lo. Basta encostar sua mão na mão da pessoa.
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Ao conversar com um cego, não fique com receio de falar, por exemplo: “Você viu isso?” ou “Você viu aquilo?”. O “ver” para o cego tem outra conotação.
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Ao entrevistar uma pessoa cega, não coloque o gravador ou o microfone muito próximo ao seu rosto.
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Nas entrevistas, não deixe de informar à pessoa com deficiência visual caso ele esteja sendo filmado ou fotografado.
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Nunca saia de uma conversa com uma pessoa cega sem avisar de sua saída, tampouco chegue num grupo, onde tenham pessoas cegas, sem comunicar a sua presença. Estas atitudes evitam situações constrangedoras.
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Escute, sempre que possível, profissionais da área do esporte paraolímpico (técnicos, professores, classificadores funcionais, etc.) ou instrutores das áreas de cultura e acessibilidade.
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Não coloque os entrevistados em um “pedestal” só porque eles são pessoas com deficiência. Todo mundo possue defeitos e qualidades, inclusive o indivíduo com deficiência visual.
Na matéria:
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A expressão correta para se referir aos atletas e aos esportes de alto rendimento para pessoas com deficiência, reconhecidos ou sancionados pelo IPC (Comitê Paraolímpico Internacional), são paraolímpicos e esportes paraolímpicos, respectivamente. Você pode usar “esportes praticados por atletas com deficiência” ou “esportes paraolímpicos”.
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Evite nomes pejorativos ou expressões que possam dar à deficiência o caráter de fardo ou impossibilidade. Palavras como “inválido”, “coitado”, “pena” ou “anormal” têm uma carga de preconceito e de estigmas.
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Não utilize pieguice ou sensacionalismo em sua abordagem, do tipo “coitado, o indivíduo é cego” ou ainda palavras como “valente”, “corajoso” ou “inspirado”. A deficiência não traz e nem retira atributos de ninguém.
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Evite expressões “Vitima de ...”. Prefira: “Pessoa que tem...”.
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Não utilize diminutivos, como “ceguinho”.
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Ao falar de um atleta, dê informações sobre sua carreira e sua história. Isso ajuda a tornar os atletas mais conhecidos no país.
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Sempre que possível, fale da classificação oftalmológica do atleta. De forma resumida e direta. Exemplo: “Fulano de tal é um atleta B1”, classe que reúne os atletas totalmente cegos. Ou ainda “Beltrano é um atleta B2”, classe dos atletas com baixa visão.
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Sempre que possível, em sua matéria, dê explicações sobre as adaptações da modalidade para o esporte paraolímpico. Muitas pessoas não sabem as diferenças.
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Apresente e trate as pessoas com deficiência da mesma forma com que você apresentaria qualquer outra pessoa. Mostre que os artistas e esportistas são cidadãos com as mesmas potencialidades, direitos, deveres e fragilidades.


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