História
O Goalball é uma modalidade criada exclusivamente para atletas cegos e portadores de visão subnormal. Este esporte é ainda pouco conhecido entre os brasileiros. Ainda assim, nos últimos anos, nossos atletas têm progredido e ganho experiência internacional.
O Goalball é um esporte de equipe (veja figura), do qual participam dois times de três jogadores, com, no máximo, três atletas reservas. Podem competir na mesma equipe atletas das classes B1(cego), B2 e B3 (portadores de visão subnormal), segundo as normas de classificação da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA). O goalball é disputado nas categorias masculina e feminina.
O esporte é disputado num espaço com as mesmas dimensões da quadra de vôlei. Os gols se estendem por todo o comprimento da quadra (9 metros) e estão situadas atrás da linha de fundo. Os três atletas de cada equipe ficam restritos a uma área de 3 metros à frente da baliza que defendem, de modo que não há qualquer contato entre os oponentes. O objetivo do jogo é fazer com que a bola ultrapasse o fundo da quadra adversária, entrando assim nas balizas. Em sua trajetória, a bola necessita obrigatoriamente tocar linhas predeterminadas, de modo que ela chegue ao gol adversário junto ao chão. Os arremessos mais fortes podem atravessar a quadra em menos de meio segundo.
A bola de goalball é especialmente desenvolvida para esse esporte. Pesando 1 quilo e 250 gramas, ela possui em seu interior um guizo que balança em seu deslocamento, permitindo que os atletas a possam localizar.
O desenvolvimento do jogo é baseado no uso da percepção auditiva para a detecção da trajetória da bola e requer uma boa capacidade de orientação espacial do atleta. Todo jogador deve estar devidamente vendado, de modo que aquele que possui visão residual não possa obter vantagem sobre um companheiro seu, totalmente cego.
O Goalball teve início na Alemanha, em 1946, como fator de ressocialização de ex-combatentes que haviam perdido a visão, ou parte dela, durante a II Guerra Mundial. O esporte foi idealizado pelos professores Hanz Lorenzen e Sepp Reindle, sendo a única modalidade esportiva criada exclusivamente para a prática de atletas cegos e portadores de visão subnormal. Em 1976, em Toronto, Canadá, o goalball teve sua primeira participação nos jogos Paraolímpicos. Atualmente, o esporte é praticado em mais de 120 países no mundo todo.
Hoje, as competições do goalball estão crescendo cada vez mais, tanto em nível técnico, quanto em formação de novos times. No Brasil, o esporte tem ganhado um incentivo muito grande nos últimos anos e já é um dos que mais tem adeptos entre os deficientes visuais. Contribuiu muito para o crescimento do esporte no Brasil a realização, em 2002, VII Campeonato mundial de Goalball, no Rio de Janeiro.
Em 2003, a equipe feminina do Brasil conquistou a medalha de prata no mundial do Canadá. Com este resultado, elas asseguraram uma vaga nos Jogos Paraolímpicos de Atenas. Foi a primeira vez que o Brasil foi representado nesta modalidade nas Paraolimpíadas. Para 2008, as equipes masculina e feminina do Brasil conseguiram classificação para as Paraolimpíadas de Beijing.
Faça aqui o download do regulamento completo do Goalball.
O goalball na Urece
Os responsáveis pela modalidade são Rafael Ceccon de Araújo e Fausto Penello. Ambos são bacharéis em Educação Física pela UFRJ e trabalharam durante muitos anos com as equipes de goalball do Instituto Benjamin Constant, obtendo diversas conquistas regionais e nacionais. Conquistas, como dois campeonatos regionais e um vice-campeonato brasileiro. Ambos também são árbitros da modalidade tendo atuado em competições nacionais e internacionais. Trabalham regularmente junto ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e à Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC).
Equipes da Urece
A Urece possui duas equipes na modalidade de goalball: masculina e feminina. Ambas estrearam esse ano em competições nacionais, obtendo um excelente resultado na Segunda Divisão da Copa Brasil de Goalball, disputada em Pindamonhangaba, SP, em fevereiro de 2008. Os meninos, capitaneados por Filippe Silvestre (artilheiro da competição) ficaram com o primeiro lugar. As meninas obtiveram o vice-campeonato. Ambas as equipes estão classificadas para disputar o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, ainda esse ano.
O atleta Luís Pereira será o representante do goalball ureciano nas Paraolimpíadas de Beijing. Luisão, como é mais conhecido, é uma lenda na seleção brasileira da modalidade, estando presente há muitos anos nas convocações. Infelizmente, durante o período de treinamentos da seleção, Filippe Silvestre (considerado por muitos o melhor jogador de goalball do Brasil na atualidade) foi cortado.
| Anexo | Tamanho |
|---|---|
| Regras_goalball.pdf | 66.84 KB |


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