O esporte:
A natação é um dos esportes mais democráticos que existem. Pode ser praticada por qualquer pessoa, independente de idade ou condição física. Por isso, essa modalidade é altamente recomendável para pessoas portadoras de deficiência visual. Além de desenvolver potencialidades individuais e coletivas, traz benefícios que possibilitam a autonomia e geram uma melhora significativa na qualidade de vida do deficiente.
Inicialmente, a natação era utilizada como processo terapêutico para indivíduos cegos, entretanto, com o tempo, passou a ser encarada como um meio de competição. Isso porque, devido as suas regras, formato e características, é uma modalidade que permite a inserção do deficiente visual no esporte tanto como uma atividade prática, quanto competitiva.
História:
Nas Paraolimpíadas, as competições de natação envolvendo deficientes visuais foram iniciadas em 1980, nos Jogos de Arnhem, na Holanda. A estréia brasileira em competições internacionais ocorreu em 1986, com o nadador cego Mário Júnior, no VII Campeonato Mundial para Deficientes, realizado na Suécia.
O Brasil teve participação com atletas deficientes visuais na natação em quatro Paraolimpíadas: Atlanta (1996), Sydney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008). O destaque das participações paraolímpicas brasileiras vai para Fabiana Harumi Sugimori, atleta com cegueira, que conquistou medalha de ouro nos 50m livre em Sydney e Atenas, e medalha de bronze nos 50m livre em Pequim.
Regras:
Em geral, as regras da natação para deficientes visuais, são as mesmas da natação convencional, só sofrendo algumas modificações em relação à largada, chegada e orientação dos nadadores.
A piscina utilizada é a olímpica, que mede 50m x 22,8m e tem profundidade mínima de 1,98m. É dividida em oito raias de 2,5m de largura cada uma.
O traje usado pelo competidor deve ser apropriado ao esporte, e não deve de forma alguma interferir no desempenho do nadador.
O árbitro tem a função de atuar como um fiscal, garantindo que o regulamento para a condução da prova seja seguido. Qualquer irregularidade desclassifica o competidor.
O controle de tempo é realizado por aparelhos eletrônicos com precisão de centésimos de segundos. O cronômetro é iniciado após o apito inicial do juiz, marcando o tempo decorrido e as parciais do nadador.
São praticados os mesmos quatro estilos da natação convencional: Crawl (livre), Costas, Peito e Borboleta. A associação destes quatro estilos denomina o Medley, também realizado em competições.
Atetas com cegueira total são obrigados a utilizar óculos opacos, que não permitem a passagem de luz, assim como o auxilio de tappers em cada borda da piscina. Tappers são pessoas posicionadas na borda da piscina, nas duas extremidades da raia onde compete o atleta cego e que têm a função de tocá-lo com um bastão para informar a proximidade da borda.
Nos estilos peito e borboleta, os nadadores com deficiência visual podem ter dificuldade de fazer o toque simultaneamente na virada e na chegada se estiverem muito próximos à raia. Desde que o nadador não ganhe vantagem injusta, o toque não simultâneo será permitido.
Natação na Urece
A natação na Urece existe graças a uma parceria com o America Futebol Clube. Liderados pela técnica Gabriela Rodrigues, os dez atletas da modalidade treinam de segunda a sexta, na piscina olímpica do clube.


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